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Matérias da Revista Ferroviária

Webinar nos Trilhos debate o futuro do transporte metroferroviário

  21/05/2020
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Webinar nos Trilhos debate o futuro do transporte metroferroviário

 A segunda edição do Webinar nos Trilhos, que aconteceu ontem (quarta, dia 20), contou com a  presença dos presidentes da ANPTrilhos, Joubert Flores, e da SuperVia, Antonio Carlos Sanches, para discutir os desafios da pandemia e as medidas que estão sendo levantadas para evitar o colapso dos sistemas metroferroviários. Com moderação da editora da Revista Ferroviária, Bianca Rocha, a conversa teve como pauta também a redução no número de passageiros desde o início da crise, as negociações das operadoras com companhias de energia, as prováveis mudanças no setor metroferroviário no pós-pandemia, entre outros temas. O público que acompanhou virtualmente a transmissão pôde enviar perguntas, incrementando o debate. 

 

Veja alguns trechos da conversa com Joubert Flores e Antonio Sanches:

 

Redução de passageiros

''Comparando abril/2019 que foram um pouco mais de 250 milhões (de passageiros), com abril/2020 que foram um pouco mais de 50 milhões, a nossa queda foi na média 79%, e em algumas operadoras chegou a 85%'', Joubert Flores.

''Nós tivemos uma queda bastante grande, de 400 mil passageiros por dia. Isso acumulado desde o dia 14/15 de março até ontem (19 de maio) isso soma 18 milhões e meio de passageiros'', Antonio Sanches.

 

Negociações na área de energia

''Nós estamos negociando com as duas empresas, não fechamos ainda, mas estamos tendo sucesso na negociação[...] nós estamos negociando para verificar de pagar o mínimo, de você empurrar para frente parte do pagamento, enfim, encontrar um caminho, fazer um diferimento para que a empresa possa operar'', Antonio Sanches.

 

Autoridade metropolitana

''A verdade é que a gente já devia ter autoridade metropolitana[...].A gente não tem sequer uma entidade que faça esse papel de planejar, organizar e otimizar os meios de transporte. O que eu acho que é pertinente no dia seguinte dessa situação é: todos os modais perderam passageiros e muitas empresas vão estar na iminência de fechar. O momento, o pós-pandemia, é o momento pra gente organizar melhor isso. [...]. A ausência de uma autoridade metropolitana, que já causava impactos negativos, vai se sentir mais forte agora quando a gente sair da crise e precisar retomar'', Joubert Flores.

 

Perda de receita

''A perda de receita nos primeiros 45 dias de isolamento de R$1, 6 bilhão. Por ser um serviço essencial, que está atendendo quem precisa trabalhar no setor de saúde, segurança e de mercado, você não consegue reduzir custos na mesma proporção da receita. Mão de obra, energia e manutenção continuam sendo os gastos mais expressivos das operadoras'', Joubert Flores.

 

''A nossa queda de receita e de demanda chegou a 75%. Está em média agora em 65%'', Antonio Sanches.

 

Sistemas em colapso

''A grande dificuldade é que as operadoras estão numa situação dramática, as privadas em particular. O banco não pode querer as mesmas garantias bancárias de uma situação normal, porque ninguém é capaz de dar essas garantias. O tempo está passando e se não tiver uma solução que dê gás para manter a operação, você vai acabar prejudicando os serviços - os usuários - e, eventualmente, até dificultando o retorno de uma operação futura'', Joubert Flores.

 ''A nossa necessidade caixa atualmente é de R$ 40 milhões de reais por mês. O nosso fôlego não vai muito longe. Para manter a operação da forma que está, com essa necessidade de caixa, e a gente não recebe isso da tarifa, nós temos caixa sim, só que isso tem um horizonte curto para um mês e meio, dois meses, no máximo'', Antonio Sanches.

 

Agilidade necessária

 

''Precisamos que a sensibilidade do poder público estadual e federal passe para ação, do simples entendimento para a prática'', Joubert Flores.

''Temos que tratar de forma ágil e diferente, pois a situação é completamente excepcional'', Antonio Sanches.

 

Interesse dos investidores

''Eu acredito na manutenção do interesse (dos investidores em relação aos leilões de concessão nos setor de passageiros), mas algumas coisas terão que ser revistas, como por exemplo, não podemos imaginar que vamos retornar rapidamente à retornar situação tinha antes do confinamento, com o transporte de 12 milhões de passageiros/dia, a curva precisarão se deslocar e o nosso tipo de transporte é estruturante e nunca poderá ser substituídos por app'', Joubert Flores.

 

Confira a entrevista completa aqui.