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Correndo contra o tempo

09/01/2011 - O Estado de S.Paulo - Opinião

A extensão das linhas do Metrô para a periferia da capital, que o governador Geraldo Alckmin elegeu como uma das prioridades de sua administração na área de transportes é uma decisão importante, porque corresponde à necessidade cada vez maior de integração dos serviços básicos da região metropolitana de São Paulo, que extrapolam os limites dos municípios que a compõem. Na verdade, eles formaram nas últimas décadas a maior e mais importante concentração urbana do País, na qual os interesses e necessidades de cada unidade já estão tão estreitamente ligados que não podem mais ser considerados isoladamente.

O primeiro dos três projetos que vão dar início à integração na área dos transportes é o da ligação da capital com São Bernardo do Campo por meio de uma linha de metrô, do tipo Veículo Leve sobre Trilho (VLT), de 23 quilômetros, com 18 estações. Ela sairá da Estação Tamanduateí, na Zona Leste, e chegará ao bairro do Alvarenga, em São Bernardo, como quer a prefeitura da cidade, ou até o Paço, como propõe a Companhia do Metrô, passando por São Caetano do Sul. O percurso deverá ser feito em 30 minutos. A linha transportará 300 mil pessoas por dia.

Outro projeto prevê a extensão da Linha 4-Amarela do metrô até Taboão da Serra. Esse trecho vai beneficiar cinco municípios além de Taboão - Itapecerica da Serra, Embu-Guaçu, Embu, São Lourenço e Juquitiba - que formam uma das regiões mais pobres da Grande São Paulo. Finalmente, está em estudo a construção de uma ligação ferroviária, por meio da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, em regime de Parceria Público-Privada, entre a capital e Guarulhos.

O projeto do VLT para São Bernardo é um exemplo da colaboração que deve existir, acima de diferenças político-partidárias, entre as prefeituras da região e o governo do Estado. Segundo o prefeito Luiz Marinho (PT), o município entrou com R$ 1,3 milhão e conseguiu R$ 27,6 milhões do governo federal para a elaboração do projeto. Ele elogiou a disposição do governador Alckmin (PSDB)de tornar realidade a aspiração do município de uma ligação rápida e confortável com a capital por meio do metrô.

Embora a parte principal do investimento na ampliação metrô vá caber sempre ao Estado, as prefeituras da Grande São Paulo - a exemplo do que já fazem as da capital e de São Bernardo - podem assumir uma parte ainda que modesta do alto custo dessas obras, já que suas cidades são as beneficiárias diretas desse transporte.

Uma colaboração que se deve estender a outras áreas, como saneamento básico, saúde, combate às enchentes e desocupação de áreas de risco. Mas, por maior que possa ser a disposição dos prefeitos e do governo estadual de participar desse esforço comum, só a criação de um arcabouço legal e administrativo capaz de fazer funcionar a região metropolitana, criando obrigações claras para cada uma das partes, assim como mecanismos para resolver conflitos e divergências, dará solução definitiva ao problema.

E essa é uma necessidade cada vez mais urgente. Como mostra um estudo das Nações Unidas divulgado no ano passado - "O Estado das Cidades do Mundo: Unindo o Urbano Dividido" -, o processo de urbanização continua acelerado em todo o mundo, com a formação de enormes concentrações urbanas, que exigem novas instituições e novos métodos de administração. Regiões metropolitanas como a de São Paulo, apesar de seu tamanho, que hoje parece imenso, em pouco tempo serão suplantadas por outras muito maiores.

Já começou a integração da Grande São Paulo com Campinas, que formarão a primeira macrometrópole do Hemisfério Sul, com 65 municípios, 22 milhões de habitantes e uma economia de R$ 475 bilhões. Mais para a frente, São Paulo e Rio formarão gigantesca concentração urbana, que será uma das maiores do mundo, com 40 milhões de habitantes.

Estudos como esse deixam claro que estamos muito atrasados na organização das regiões metropolitanas e, por isso, precisamos correr contra o tempo.

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