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Metrô BH não é para Copa de 2014

14/06/2010 - O Tempo

Em entrevista exclusiva para O TEMPO, o presidente Lula garante o BRT em Belo Horizonte para a Copa de 2014, mas diz que investimentos no metrô ainda serão analisados. Lula também fala de obras na BR 381 e afirma que Dilma Rousseff pode vencer qualquer adversário.

Uma das principais reivindicações dos moradores de Belo Horizonte é a ampliação do metrô, que tem apenas 28 km. Sua última expansão ocorreu no governo FHC, quando foram incorporados mais de seis quilômetros de trechos e construídos quatro estações e cinco terminais de integração com ônibus. No seu governo, até agora, o metrô não ganhou um quilômetro sequer e nenhuma melhoria relevante. Todos os estudos de viabilidade urbana da capital mineira, uma das cidades-sede da Copa de 2014, apontam que a ampliação do metrô é fundamental. O governo Lula pode garantir aos mineiros que eles terão o metrô ampliado até a Copa de 2014? Os investimentos no metrô de Belo Horizonte totalizam R$ 167 milhões no meu governo, abrangendo a conclusão do projeto da Linha 1, com a construção do pátio de manobra e obras de melhoria e de acessibilidade nas estações. Os projetos de engenharia das linhas 2 (trecho Calafate-Hospitais) e 3 (trecho Savassi-Pampulha), ao custo de R$ 14 milhões, estão em fase de elaboração e têm data de entrega prevista para o próximo mês de outubro. Mas estes projetos são para atender às necessidades da cidade de maneira geral e não da Copa. Como prioridades para a Copa de 2014, o governo federal já selecionou, em conjunto com a Prefeitura de Belo Horizonte, quatro projetos de BRT (sigla, em inglês, para "Ônibus de Trânsito Rápido") e outras obras de mobilidade urbana que representarão investimentos de R$ 1,522 bilhão (com financiamento público federal de R$ 1,023 bilhão). O PAC 2 prevê investimentos de R$ 18 bilhões para obras de mobilidade urbana, incluindo metrôs, nas principais cidades do país. Ainda neste semestre, com o início do processo de seleção de projetos, serão retomadas as discussões sobre a expansão do metrô da região metropolitana de Belo Horizonte.

A BR-381, que liga Minas a São Paulo e por onde passa quase 40% do PIB dos dois Estados, é conhecida como rodovia da morte. O trecho que liga BH ao Vale do Aço é o mais problemático. A situação tende a se agravar porque grandes companhias siderúrgicas da região desengavetam planos de expansão. O então governador Aécio Neves chegou a propor ao governo federal a estadualização da rodovia em troca da Cide e verbas federais, mas não foi bem-sucedido. Quanto o seu governo investiu nessa rodovia, sobretudo no trecho mencionado? Há investimentos previstos especificamente para a 381? No trecho Belo Horizonte - Vale do Aço, do ano de 2005 até o momento, já foram investidos R$ 300 milhões aproximadamente em obras de restauração, de manutenção e sinalização. A BR-381 foi incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e continua contemplada na segunda fase do programa, o PAC 2. Além disto, os estudos do governo concluíram que não seria viável fazer concessão no trecho Belo Horizonte-Governador Valadares, e foi decidido que a União vai executar a duplicação por meio do Dnit. De imediato, o governo federal contratou os serviços para elaboração do projeto executivo para a adequação/duplicação dos 310 quilômetros deste trecho da rodovia, dividido em dez lotes. A elaboração dos projetos de oito lotes está em andamento e a previsão é que seja finalizada em setembro e o edital de licitação seja publicado em dezembro de 2010. Você se refere apenas à BR-381, mas em relação às rodovias nós temos um grande volume de iniciativas no Estado. Hoje, por exemplo, além das licitações que estamos abrindo, vamos inaugurar as obras de duplicação e pavimentação de 309 km de rodovias e assinar 29 contratos autorizando o início de obras de pavimentação, duplicação ou restauração de mais 2.179 km. São obras integrantes do PAC, cujos investimentos chegam a R$ 2,7 bilhões. Aliás, Minas Gerais é o Estado que tem a maior malha rodoviária federal (13,7% do total) e o que recebe o maior volume de investimentos federais em rodovias.

Um dos principais problemas de infraestrutura do país são os aeroportos. Segundo o Ipea, os dez principais do país já estão estagnados. O governo anunciou investimentos de R$ 5,3 bilhões nas unidades das cidades-sede da Copa, mas o valor é insuficiente. A situação vai se agravar, já que, segundo o Ipea, a demanda vai triplicar em 20 anos. O que o governo vai fazer para resolver esse problema? É o caso de privatizar tudo? Liberar o mercado brasileiro para o investimento privado (local e estrangeiro)? Estão circulando muitas informações desencontradas em relação à questão dos aeroportos. Tem gente que parece querer entregar o filé mignon para a iniciativa privada e deixar o osso para o Estado. Nós temos que ser cuidadosos, pragmáticos, e trabalhar pelo interesse público. Como o Brasil é um país de dimensões continentais, a viação aérea desempenha um papel fundamental e estratégico em relação à logística de transportes. Nesse sentido, tanto a Infraero quanto o investidor privado têm um papel a desempenhar. Basta ver as obras e exploração do aeroporto de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte, que nós vamos entregar a uma concessionária privada. Mas, na maioria dos aeroportos decisivos, a Infraero continuará fazendo o seu trabalho. Só em Confins, a estatal vai investir quase R$ 400 milhões até a Copa, e as obras já começam nos próximos meses. O que nós não podemos fazer é nos precipitar, porque senão quem vai perder é toda a sociedade. É só ver o que fizeram no passado com as ferrovias. Até hoje as indústrias sofrem com a falta de concorrência. Sobre o estudo do Ipea, não é verdade que os dez principais aeroportos do país estão estagnados. É evidente que o movimento cresceu muito, resultado do progresso social do nosso país, já que proporcionamos a entrada de 31 milhões de brasileiros na classe média. Isto significa que temos de pensar não apenas na Copa. Há uma explosão de demanda e isso é muito bom. Em abril, por exemplo, houve um crescimento de nada menos que 23,5% na demanda do transporte aéreo doméstico em relação a abril do ano passado. Mas a situação está longe da que foi pintada pelo Ipea. Essa informação, de estagnação, já foi desmentida pelo ministro Jobim - os autores do estudo cometeram um engano e usaram dados errados de capacidade dos aeroportos. Por exemplo, eles disseram que Pampulha tinha capacidade de cinco pousos ou decolagens por hora, quando na verdade tem 12, e só oito são usados pelas empresas. Em Confins, o Ipea disse que a capacidade era para 16 voos, mas na verdade é para 24, e só 20 estão sendo usados. Então, vamos ter tranquilidade que o governo está fazendo a sua parte.

O senhor acha que o ex-governador Aécio Neves seria um adversário mais difícil para a ex-ministra Dilma Rousseff do que o José Serra? E a entrada dele na chapa tucana seria capaz de definir o resultado das eleições? O que estará em discussão nas próximas eleições é se o projeto político do governo atual agradou aos brasileiros. Não podemos ficar discutindo nomes ou adversários. O que temos que ter muito claro é se o planejamento destes anos e as mudanças que foram promovidas vão merecer um voto de confiança do povo. Eu estou convencido de que a população brasileira não quer andar para trás. Além do mais, quem se dispõe a disputar, por exemplo, a Copa do Mundo, não pode escolher adversários. Tem que ter confiança e capacidade para vencer caindo em qualquer chave.

Que placar o senhor arrisca para o jogo de amanhã entre Brasil e Coreia do Norte? Eu acho que o Brasil estreia com vitória. Tenho a certeza de que a seleção, orientada pelo Dunga, não vai entrar de salto alto no jogo, ou seja, não vai menosprezar a Coreia do Norte. A gente não pode esquecer que a seleção asiática só participou de uma Copa, a de 1966, e provocou estragos - desclassificou a Itália, que na época já era bicampeã mundial, a

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 Comentários
15/06/2010 -  Comentário de Ataide Carzzantta -

A parte mais real da reportagem:

"Uma das principais reivindicações dos moradores de Belo Horizonte é a ampliação do metrô, que tem apenas 28 km. Sua última expansão ocorreu no governo FHC, quando foram incorporados mais de seis quilômetros de trechos e construídos quatro estações e cinco terminais de integração com ônibus. No seu governo, até agora, o metrô não ganhou um quilômetro sequer e nenhuma melhoria relevante."

Resumindo: Transporte sobre trilhos é com o PSDB. Com PT, nada a ver (alô belorizontinos).



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