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Desconectadas, ferrovias brasileiras apresentam baixa rentabilidade, dizem chineses

16/06/2017 - Estadão

Principal foco do governo para a atração de investimentos chineses, as ferrovias foram criticadas por potenciais investidores pelo fato de não comporem um sistema, durante o encontro empresarial Brasil-China. Os empresários chineses disseram que, pelo fato de não estarem interligadas, elas podem ter baixa rentabilidade. Um deles questionou se não seria possível separar a construção das linhas de sua operação.

O secretário de Desenvolvimento da Infraestrutura do Ministério do Planejamento, Hailton Madureira, disse que há no Brasil opções nos três modelos. Ele informou que o governo contratou a construção de linhas, como foi no caso da Norte-sul, cuja conclusão está prevista para o início do próximo ano. Mas, dadas as restrições fiscais, não há previsão de grandes contratações por ora, explicou.

Ele disse que o governo dialoga com o setor privado para ver se há interesse das empresas em construir um trecho da Ferrovia de Integração Oeste-leste (Fiol) e operar a parte que já foi construída com recursos públicos. O trecho que está em construção liga o porto de Ilhéus (a ser construído) com minas de ferro no interior da Bahia. A parte a ser construída seguiria desse ponto até inteligar-se com a Ferrovia Norte-sul. A Fiol, disse o secretário, é o início da Ferrovia Bioceânica, considerada uma prioridade pelos chineses.

Outro projeto oferecido pelo secretário é uma sociedade para concluir a Transnordestina. Esse projeto é uma parceria do governo federal com a CSN, explicou ele. O governo está disposto a aportar sua parte no trecho que falta, mas a CSN busca um sócio privado para fazer sua parte.

Fundo. O Fundo Brasil-China, de US$ 20 bilhões, que começou a operar este mês, deverá aprovar em agosto sua primeira lista de projetos, disse nesta sexta-feira o ministro-interino do Planejamento, Esteves Colnago, após a abertura do encontro.

Entre os candidatos estão a Ferrovia Norte-Sul, a Ferrogrão e outros projetos da carteira do Projeto de Parcerias de Investimentos (PPI). Os projetos em infraestrutura chamam mais a nossa atenção, disse Colnago, mas o fundo pode financiar empreendimentos em outras áreas.

Também na abertura, o embaixador da China no Brasil, Li Jinzhang, disse que o fundo poderá financiar projetos na indústria. Ele observou que seu país lançou um programa chamado Made in China 2025 e o Brasil, por sua vez, trabalha no projeto Indústria 4.0. Esses dois esforços de reformulação industrial poderiam, de alguma forma, ser conjugados por meio do fundo.

Transações. O fundo será um modelo para cooperações entre a China e outros países da América Latina, disse Li Jinzhang.

Na abertura, ele destacou que as relações entre os dois países avançam de maneira positiva em suas três linhas: comércio, investimentos e financeira.

No ano passado, disse o embaixador, as transações comerciais chegaram a US$ 58 bilhões, o que representa 18% do comércio exterior brasileiro. Os investimentos diretos chineses estão em crescimento e são um destaque na cooperação bilateral.

O embaixador listou três diretrizes para o bom funcionamento do fundo. A primeira, disse ele, é definir prioridades. Nesse tópico, ele listou os projetos na área industrial e afirmou que a China será parceira do Brasil na execução de projetos em infraestrutura.

A segunda, afirmou o embaixador, é que o fundo deverá seguir princípios de mercado e operar con forme regras internacionais de forma cautelosa, diminuindo riscos. Ele citou como exemplos de projetos com essas características as Parcerias Público-Privadas (PPPs). Ele pediu, ainda, pressa na assinatura do convênio de proteção de investimentos bilaterais e outras medidas para facilitar investimentos.

A terceira diretriz reforçada pelo embaixador é o planejamento. Ele comentou que, nos últimos anos, a China liberou US$ 140 bilhões em investimentos para a America Latina e que o fundo bilateral ajudara na seleção de projetos



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