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Operação Lava-Jato trava obras de mobilidade urbana em todo o país. Linha 6-Laranja do Metrô de SP é caso emblemático

18/06/2017

 Dentre várias obras importantes, Lava Jato paralisou projetos que somam mais de R$ 90 bilhões em todo o Brasil. Lista inclui grandes empreendimentos de mobilidade urbana, como obras de metrô, corredores de ônibus e rodovias R$ 90 bilhões em obras paradas em todo o país, e sem previsão de retomada. Este é o estrago causado pela Operação Lava Jato que inclui grandes empreendimentos de mobilidade urbana, como metrôs e corredores de ônibus, além de rodovias. A lista inclui também outros setores da economia, como universidades, centros de saúde, instalações industriais e investimentos da Petrobrás.

Apesar dos projetos terem sido paralisados por diferentes motivos, como suspeição de sobrepreço, divergências em relação ao valor das obras e falta de financiamento ou recursos próprios, todos eles guardam em comum um fato único: as empreiteiras envolvidas no maior escândalo de corrupção do País. O levantamento das obras, feito pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), é matéria do jornal O Estado de SP deste domingo (18).

Dentre as obras de mobilidade urbana o levantamento cita o BRT Via Livre Leste-Oeste (liga o Centro do Recife ao município de Camaragibe, na Região Metropolitana) e o Ramal da Copa, em Pernambuco. O consórcio construtor, formado pelas empreiteiras Mendes Júnior e Servix, abandonou as obras. Segundo a Secretaria de Cidades de Pernambuco, dos R$ 168,6 milhões do projeto, R$ 136 milhões já foram investidos. Novas empresas estão sendo contradas, e os serviços estão sendo retomados aos poucos.

Mas para o presidente da consultoria Inter.B, Claudio Frischtak, ouvido pelo Estadão, dois dos maiores símbolos da paralisia dos investimentos são a Linha 6 do metrô de São Paulo e o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). “São dois desastres”, afirma Frischtak.

 

BRT LESTE-OESTE DE RECIFE:

 

As seis estações do BRT de Recife, localizadas ao longo da avenida Conde da Boa Vista, no Centro da cidade, estão há dois anos e meio com as obras paralisadas. Em maio informávamos que esta situação estava prestes a mudar, segundo prometia a Secretaria Estadual das Cidades (Secid).

As estações integram o Corredor Leste-Oeste, que deveria ter sido finalizado para a Copa de 2014. A construtora responsável, envolvida na Operação Lava Jato, abandonou os canteiros de obras do Corredor ainda em novembro daquele ano.

No site do Governo de Pernambuco, o Corredor Via Livre Leste/Oeste promete possibilitar que os passageiros do município de Camaragibe se desloquem até o Centro do Recife através de três linhas de BRT em operação. “Este corredor conta atualmente com 15 estações em funcionamento e atende uma demanda de 50 mil usuários por dia. A expectativa é que esse número chegue a 180 mil pessoas/dia quando o corredor estiver operando em sua totalidade com oito linhas e 26 estações”.

 

LINHA 6-LARANJA DO METRÔ DE SÃO PAULO:

 

As obras da Linha 6-Laranja (Brasilândia – São Joaquim), que envolvem R$ 9,9 bilhões de investimentos, estão paradas desde o ano passado. As empreiteiras que compõem o consórcio construtor estão envolvidas na Operação Lava Jato – Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC.

Sem conseguir fechar o financiamento com o BNDES para continuar a construção, as obras foram paralisadas no dia 5 de setembro de 2.016, segundo as empresas “devido às dificuldades vivenciadas na contratação do financiamento de longo prazo, condição indispensável à continuidade do Projeto.” Detalhe: a obra estava com apenas 15% do projeto executado.

As obras da Linha 6-Laranja (Brasilândia – São Joaquim), que envolvem R$ 9,9 bilhões de investimentos, estão paradas desde o ano passado. As empreiteiras que compõem o consórcio construtor estão envolvidas na Operação Lava Jato – Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC.

Sem conseguir fechar o financiamento com o BNDES para continuar a construção, as obras foram paralisadas no dia 5 de setembro de 2.016, segundo as empresas “devido às dificuldades vivenciadas na contratação do financiamento de longo prazo, condição indispensável à continuidade do Projeto.” Detalhe: a obra estava com apenas 15% do projeto executado.

O governo Alckmin diz aguardar uma solução até o início do mês de julho quando, caso isso não ocorra, dará início a um processo de rescisão contratual. Mas a novela vem se arrastando desde o ano passado.

 

LINHA 6-LARANJA: DE PROMESSA EM PROMESSA, OBRA NÃO TEM MAIS PRAZO VISÍVEL DE CONCLUSÃO

 

Em setembro de 2016 o Governo de São Paulo já anunciava que poderia decretar a caducidade do contrato de concessão firmado com a concessionária Move São Paulo. À época, autoridades do Estado diziam que iriam tentar evitar a medida por meio de negociação com o BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, para conseguir um empréstimo de longo prazo.

No mesmo mês de setembro de 2016 o secretário de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, descartou procurar empréstimos em outras fontes que não o BNDES: “São R$ 550 milhões que foram sacados, R$ 325 milhões de capital de giro. O BNDES já começou o financiamento, vemos com bastante dificuldade neste momento a possibilidade de outros órgãos internacionais, mesmo porque o financiamento não é do governo”, disse ele.

Numa sequência de anúncios que, a cada vez, jogavam a conclusão da obra para datas mais distantes, em junho de 2016 o Governador Alckmin já informava que a Linha 6 só iria ficar pronta em 2021, ou seja, um ano a mais em relação a última promessa, que foi 2020.

No site da Concessionária Move São Paulo estão citados os benefícios que a Linha 6-Laranja trará para a cidade quando concluída:

O tempo médio de viagem para todo o trecho da Linha 6-Laranja, que atualmente é feito de ônibus em 1h30, será realizado em cerca de 23 minutos.

Com o início da operação, previsto para 2020, o deslocamento para quem reside na região noroeste da cidade e precisa se dirigir à região central será muito mais rápido e seguro.

Com as integrações com outras linhas de metrô e trem ficará mais fácil, cômodo e econômico se deslocar para as outras regiões da cidade.

 

Integração com Metrô

Estações Higienópolis-Mackenzie (Linha 4-Amarela) e São Joaquim (Linha 1-Azul)

Integração com Trem

Estação Água Branca (Linha 7-Rubi e Linha 8-Diamante)

 

PROMESSAS E PREVISÕES DA SECRETARIA DE TRANSPORTES METROPOLITANOS PARA A GRANDE SÃO PAULO:

 

Em matéria publicada pelo Diário do Transporte nesta sexta-feira (dia 16 de junho), citávamos que praticamente todos os planos de transporte da Grande São Paulo estão em atraso. E citávamos: “Um dos casos mais indefinidos é o da linha 6-Laranja do Metrô. Terminou nesta quinta-feira, 15 de junho de 2017, o prazo dado pelo Governo do Estado de São Paulo para que o ‘Consórcio Mova-se’ encontrasse uma solução para conseguir financiamento do BNDES para a obra. E não há resposta ainda.”

Leia o trecho da matéria sobre a obra do Metrô que não tem data para ser concluída:

“Linha 6-Laranja Metrô: A ligação entre a região de Brasilândia e a estação São Joaquim na região central de São Paulo, que deve atender a mais de 630 mil pessoas por dia é uma das mais indefinidas. O secretário de Transportes Metropolitanos disse no evento sobre mobilidade da UITP no dia 13 de junho que “o governo está fazendo todo o esforço para a PPP [Parceria Público Privada] ser retomada”. Terminou nesta quinta-feira, 15 de junho de 2017, o prazo dado pelo Governo do Estado de São Paulo para que o “Consórcio Mova-se” encontrasse uma solução para conseguir financiamento do BNDES para a obra. As intervenções estão paralisadas desde porque o consórcio Move São Paulo, que venceu a licitação, suspendeu os trabalhos alegando falta de recursos. O consórcio está com dificuldades de obter financiamento pelo BNDES e é formado pela Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC Engenharia, toda citadas na Operação Lava Jato. Conforme noticiou o Diário do Transporte, em primeira mão, no dia 08 de março, o prazo final dado pelo Governo do Estado foi 15 de junho, podendo assim, haver nova licitação. O Move São Paulo solicitou empréstimo de R$ 5,5 bilhões. Por causa da paralisação das obras, o Governo do Estado de São Paulo pediu anuência da Assembleia Legislativa e levará a solicitação ao BNDES de remanejamento de R$ 200 milhões, que estavam previstos para linha 6-Laranja, para linha 5- Lilás, prevista para se prolongar até a Chácara Klabin. A linha 5 já opera entre Capão Redondo e Adolfo Pinheiro.

A previsão inicial para inauguração da linha 6 era 2020. A data agora é uma incerteza.

Considerada a linha das universidades, por atender regiões onde estão vários estabelecimentos de ensino, a linha 6-Laranja deve ter integração com a linha 1-Azul e 4-Amarela do metrô e 7-Rubi e 8-Diamante, da CPTM.

Até o momento, foram gastos R$ 1,7 bilhão no empreendimento.”

 

Leia também: Crise atrasa obras do VLT e do Metrô em Fortaleza



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