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Conab prevê novo recorde na produção de açúcar no Brasil

19/04/2017 - Valor Econômico

Com a nova safra de cana-de-açúcar já em andamento, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reforçou ontem a percepção de usinas e analistas de que a temporada 2017/18 terá mais um recorde na produção de açúcar. E esse é mais um sinal de que pode haver uma virada no mercado global da commodity, de um período de déficit para um de superávit, já que também há previsões otimistas para a próxima safra de cana na Índia.

A estimativa da Conab é de que a produção nacional de açúcar ficará em 38,702 milhões de toneladas, perto do que muitas consultorias e organizações preveem até o momento. A Organização Internacional do Açúcar (OIA), por exemplo - que espera um superávit na safra global 2017/18 - projeta que a produção brasileira ficará em 38,8 milhões de toneladas.

A projeção da Conab para a nova safra é marginalmente maior que sua estimativa para o ciclo 2016/17, de 38,691 milhões de toneladas. Para o maior polo produtor, o Centro-Sul, a projeção da companhia é de uma produção de 35,466 milhões de toneladas, levemente abaixo das 35,584 milhões de toneladas da safra passada.

A companhia avalia que a maioria das usinas deve voltar a maximizar a produção de açúcar diante da remuneração mais elevada, aumentando o mix açucareiro de 45,9% para 47,1% em todo o país. No Centro-Sul, o mix deverá subir de 45,3% na última safra para 46,6%. Já no Norte e Nordeste, a Conab estima que haverá redução de 54% para 53,6%.

A maximização da produção de açúcar também está relacionada ao elevado nível de fixação antecipada de preço da commodity pelas usinas, que as leva a garantir a produção do adoçante. Confomrme o último levantamento da Archer Consulting, 64% do açúcar para exportação desta safra já estava com preço fixado até o fim de março.

Apesar do esforço das usinas, a produção total não deverá crescer mais por causa da redução da colheita e da produtividade de cana. A Conab projeta uma queda de 1,5% no volume de cana colhido no país, para 647,6 milhões de toneladas, e uma diminuição de 1,1% no teor de açúcares totais recuperáveis (ATR), para 133,1 quilos por tonelada.

Essa redução deve se concentrar no Centro-Sul com o decréscimo da área colhida. Em sua estimativa, a Conab vê uma produção de 598,039 milhões de toneladas de cana (queda de 2,4%) e um ATR médio de 133,5 quilos por tonelada (queda de 0,8%).

Essa queda na área está relacionada à redução dos arrendamentos por parte das usinas, que estão verticalizando sua produção, afirmou Aroldo Oliveira, superintendente de Informações do Agronegócio da Conab, em entrevista coletiva.

Entre as usinas, também há receio de que a colheita seja menor por causa do clima seco. Segundo Bruno Lima, analista da FCStone, as chuvas ficaram abaixo da média em fevereiro e março no Centro-Sul. "Podemos ver uma surpresa do clima no fim da safra, com alguma quebra que reduza o volume estimado agora", avaliou.



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