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SuperVia estima prejuízo de mais de R$ 196 milhões durante a pandemia; foram menos 47 milhões de passageiros

  15/09/2020
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SuperVia estima prejuízo de mais de R$ 196 milhões durante a pandemia; foram menos 47 milhões de passageiros Trens da SuperVia - Foto: Reprodução/TV Globo

A SuperVia divulga nesta terça-feira (15) um balanço da operação durante a pandemia. Segundo a concessionária, o prejuízo passa de R$ 196 milhões e foram menos 47 milhões de passageiros em seis meses.

Segundo a concessionária, houve fechamento de até metade das lojas e quiosques nas estações e a inadimplência está em torno de 30%.

Além disso, a concessionária disse também que assumiu alguns custos extras, como a contratação de equipes para limpeza dos trens e das estações em uma ação de prevenção ao coronavírus.

Algumas medidas para cortar gastos estão sendo adotadas, como a renegociação de contratos e a redução em 25% dos salários dos funcionários.

ReclamaçõesPassageiros, no entanto, continuam reclamando do serviço, principalmente em relação à superlotação de trens.

"Trens estão cheios, estão lotados. Esse parador é muito ruim pra gente que mora aqui em cima e trabalha lá embaixo. Só vem cheio, todo dia"."Na realidade, eu pego três conduções porque eu deveria pegar um na ida, só que tá muito cheio. Aí eu venho pra cá pra pegar o parador, mudar a estação e às vezes eu nem consigo ir sentada".

Em nota, a SuperVia informou que tem programado a operação dos trens de acordo com a demanda clientes e que atualmente a concessionária está transportando cerca de 300 mil passageiros por dia. E que isso é metade do que eles transportavam antes da pandemia.

Além disso, eles disseram que com a flexibilização do isolamento social a empresa passou a oferecer 522 mil lugares nos dias úteis, o que corresponde a um aumento de 60% em relação à grade anterior.

A concessionária também falou que tem monitorado com rigor a taxa de ocupação dos trens e que tem mantido um percentual máximo de 60%.

'Situação é crítica', diz presidente da SuperViaEm entrevista ao Bom Dia Rio, Antônio Carlos Sanches, presidente da SuperVia, explicou que havia um reserva de caixa para minimizar os problemas, mas apenas para três meses.

"Nós não temos condições de manter esse ritmo. Essa operação já está nessa situação há quase seis meses. Boa parte do capital que nós temos sempre foi reinvestido na empresa, até porque a SuperVia já vinha passando por problemas e vinha melhorando suas condições de trabalho. Então, o caixa realmente no limite".

O presidente diz que a situação é crítica e que os trens de fato podem parar de funcionar.

"Nós estamos numa situação bastante crítica. Conseguimos um fôlego agora para esse mês de setembro. Estamos tentando negociar com mais fornecedores, acabamos de fazer novamente, utilizando a medida provisória, redução de salário, de jornada e também a suspensão do contrato de trabalho. A expectativa é tentar estender esse prazo um pouco mais. Mas é muito crítico. Se o dinheiro do projeto federal, o projeto de lei, não entrar a tempo, o risco de um colapso é muito grande. Estamos também em conversação com o governo do estado para que ele possa nos apoiar nessa situação crítica também", explicou.

Sanches disse também que a concessionária negocia outras alternativas, como a postergação do pagamento de fornecedores e dívidas com bancos.

"Nós tínhamos antes da pandemia 600 mil passageiros/dia. Hoje nós estamos com metade, 300 mil. A expectativa é fechar o final do ano com uma queda de 30%. E só retomar os 600 mil no final de 2021 ou no início de 2022. É uma expectativa, estamos comparando com outros países e outras capitais do Brasil".

Fonte: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2020/09/...