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Comissão da Alerj convoca governo e Supervia para tratar de trens chineses fora de circulação

  21/11/2019
person G1
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Comissão da Alerj convoca governo e Supervia para tratar de trens chineses fora de circulação Trens da Supervia - Foto: Divulgação/Supervia

Representantes Agentransp - a agência reguladora de transportes do RJ, Secretaria estadual de Transportes e Supervia foram convocados para irem à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) explicar por que a retirada de circulação de 40 trens não foi comunicada com antecedência à população.

A requisição do encontro na quinta-feira (21) foi aprovada nesta terça-feira (19) durante reunião extraordinária da Comissão de Transportes da Casa. Presidente do grupo, o deputado estadual Dionísio Lins (PP) afirmou que é preciso que fique claro o que está acontecendo na Supervia.

"Queremos saber o porquê de não terem avisado aos usuários com mais antecedência através de panfletos, áudio e até nos meios de comunicação a retirada dessas composições", afirmou o parlamentar.

Os convites, segundo informações da comissão, já foram enviados e foram aceitos pelas entidades. A reunião está marcada para ocorrer na sala 316 do Palácio Tiradentes, às 11h30.

Aviso no domingo

A concessionária de trens SuperVia informou no domingo (17) que precisaria retirar 40 trens de circulação do sistema ferroviário fluminense. Segundo a concessionária, a retirada das composições de fabricação chinesa foi necessária devido a uma falha mecânica nos vagões.

Também segundo o aviso da empresa, foram detectados problemas em série nas caixas de tração (engrenagem que transmite energia do motor para eixo e rodas). Como os trens, adquiridos em 2012, ainda têm garantia de fábrica, a Supervia retirou os vagões de circulação.

Sem os 40 trens, que correspondem a 20% da frota total da concessionária, a companhia informou que haveria alterações operacionais necessárias. Isso causou, na segunda-feira (18), acréscimo nos tempos dos intervalos entre trens dos ramais Japeri e Santa Cruz, e no trecho entre Gramacho e Saracuruna.De acordo com a Supervia, algumas viagens do ramal Deodoro também seriam realizadas em trens de quatro carros, em vez de oito carros.

Primeiras falhas em 2016

Em 2016, as primeiras falhas nos trens chineses foram detectadas. A empresa chinesa CRRC fez análises e identificou a necessidade de trocar as peças.Dois anos depois, a companhia chegou a fazer um "recall", que é quando o fabricante se responsabiliza pelo conserto de algo defeituoso. O procedimento, porém, não resolveu a situação.

Em junho deste ano, mais vistorias encontraram novos problemas em peças que são fabricadas pela empresa alemã Voith.Em nota enviada ao RJ2, a Voith comunicou que não poderia se pronunciar em nome do cliente, que é a empresa chinesa CRRC, mas disse que lamenta o ocorrido e ressaltou que irá contribuir para resolver a situação.

A Agetransp, responsável pela fiscalização do serviço, afirma que as peças fabricadas pela Voith voltaram a apresentar problemas após 60 mil quilômetros rodados. A previsão era que os equipamentos aguentassem pelo menos 600 mil quilômetros.Como os trens ainda estão na garantia, a empresa chinesa foi acionada novamente e, por segurança, orientou que a Supervia tirasse os trens de circulação.

Fonte: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2019/11/...