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Banco do Brics busca portfólio mais equilibrado

  10/10/2019
person Valor Econômico
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Banco do Brics busca portfólio mais equilibrado

Economias emergentes não estarão imunes aos ajustes que uma desaceleração global impõe, tampouco a choques adversos, reconhece Sarquis J. B. Sarquis, vice-presidente de Pesquisa, Estratégia, Parcerias e Gestão de Risco do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o banco do Brics. O prognóstico, porém, não assusta a instituição, que planejareequilibrar sua carteira, até agora muito focada em China e Índia, incluindo uma projeção de US$ 2 bilhões em aprovação de novos projetos ao Brasil nos próximos 12 meses.

Reportagem do Valor mostrou que o Brasil está na lanterna dos financiamentos do NDB, respondendo por apenas 6% do volume aprovado desde 2016 até julho deste ano. De US$ 10,2 bilhões, foram cerca de US$ 621 mil para o Brasil, ante US$ 3,9 bilhões à China e US$ 2,9 bilhões para a Índia.

Sarquis diz que as operações se concentraram nesses dois países porque suas economias têm crescido a taxas mais altas, além de eles disporem de maior espaço fiscal para investimento público e contarem com uma estrutura de decisão mais centralizada.

Na Índia e na China, segundo ele, a originação e aprovação dos projetos soberanos é feita por intermédio dos respectivos ministérios das Finanças, "enquanto o Brasil tem uma estrutura colegiada de aprovação de projetos dentro de limites orçamentários estritos", diz.

Para Sarquis, esses desequilíbrios tendem a desaparecer. "As elevadas taxas de crescimento da China têm diminuído gradualmente. O mesmo pode se fazer sentir na Índia, que passou a alcançar taxas superiores às da China. No Brasil e na Rússia, que chegaram a ter desempenho negativo em anos recentes, bem como na África do Sul, há sinais de retomada nos próximos anos, que pode ser fortalecida por reformas estruturais, maior integração à economia global e mais altas taxas de investimento em infraestrutura."

Até 2022, os fundadores do NDB terão provido a instituição com US$ 10 bilhões, que o banco quer usar para alavancar recursos no mercado e chegar a uma carteira de projetos acima de US$ 40 bilhões ao final da próxima década.

O plano ganhou impulso após o banco receber boa avaliação de risco de duas agências de classificação - "AA+" da Fitch e da Standard & Poor's Global. A perspectiva de aperto fiscal em países-membros como o Brasil, porém, é um obstáculo. "A restrição fiscal comprime o espaço para investimento público em infraestrutura via financiamento externo. O NBD planeja uma carteira com 70% de operações soberanas e 30% ao setor privado. Sabendo das restrições fiscais de alguns membros, pode aumentar a parcela de operações privadas para tais países, incluindo o Brasil", diz Sarquis.

Fonte: https://valor.globo.com/brasil/noticia/2019/10/10/banco...