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Problemas de 'compliance' ainda afastam alguns investidores do Brasil, avalia ministro

  10/10/2019
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Problemas de 'compliance' ainda afastam alguns investidores do Brasil, avalia ministro Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, afirmou nesta quarta-feira (9) que problemas de 'compliance' em empresas do setor ainda afastam alguns investidores estrangeiros do Brasil. Compliance, termo em inglês que costuma ser traduzido como conformidade, é o conjunto de normas e procedimentos para evitar desvios de função em empresas, como pagamentos de propinas e vantagens indevidas a servidores públicos ou fornecedores. Segundo o ministro, financiadores elogiam os projetos de infraestrutura do país, mas ainda temem se juntar a empresas brasileiras.

'Mas ali tem um problema de compliance. É que o que a gente sempre ouve e é hoje o que afasta alguns investidores do nosso país: compliance, integridade, afirmou o ministro durante o lançamento do Instituto Brasileiro de Autorregulação do Setor de Infraestrutura. A criação do instituto foi uma iniciativa do setor de infraestrutura para fortalecer a ética, integridade e transparência e combater a corrupção e aumentar a concorrência no setor. A perspectiva é que as ações melhorem o ambiente de negócios e atraia investidores.       Segundo o ministro, os projetos do programa de concessão do Brasil são muito bons, o que tem ajudado a atrair os investimentos mesmo com desconfianças a respeito de compliance. Fizemos 27 leilões [em 2019] que foram bem-sucedidos. Os ativos são muito bons, disse. Claro que há sempre a necessidade do investidor estrangeiro que não tem o operador de infraestrutura de buscar um parceiro e aí eles querem um parceiro que esteja limpo. A questão de compliance é fundamental. Temos que mostrar que demos a volta por cima, argumentou. A área de compliance ganhou mais espaço entre empresas de infraestrutura e construtoras após as denúncias de corrupção reveladas pela Operação Lava Jato.

Grau de investimento

Durante a abertura do Seminário integridade e transparência no setor de infraestrutura, o ministro afirmou ainda que Brasil está caminhando para ter novamente o grau de investimento entre as agências de risco internacionais. Segundo o ministro, o grau de investimento do Brasil será devolvido quando o país voltar a ter crescimento econômico. Já estamos em um patamar de risco semelhante ao que tínhamos quando tínhamos o grau de investimento. Hoje há uma estabilidade de nota as agências perceberam que o fundamento está correto. Há uma estabilidade de nota. O que está faltando para melhorar a nota agora? Crescimento. Quando começarmos a dar os primeiros passos na direção do crescimento econômico essa reclassificação virá, disse.

O Brasil está há mais de 3 anos sem o grau de investimento. A S&P foi primeira a tirar o selo de bom pagador do país, em setembro de 2015, ação que foi seguida pelas outras duas grandes agências internacionais, Fitch e Moody's. No ano passado, Standard &Poor's e Fitch rebaixaram a nota do Brasil, colocando o rating do país 3 degraus abaixo do grau de investimento. Já a Moody´s manteve o país 2 degraus abaixo do grau de investimento. O país conquistou o grau de investimento pelas agências internacionais Fitch Ratings e Standard & Poor's pela primeira vez em 2008. Em 2009, conseguiu a classificação pela Moody's.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2019/10/09/proble...