Arquivo de julho de 2009

Bitolas múltiplas

terça-feira, 28 de julho de 2009

Venho sugerir que seja abordada, novamente, a questão das bitolas nas ferrovias brasileiras.

Sim, é um assunto que já foi bastante abordado neste Blog, inclusive com algumas acaloradas discussões, mas acredito valer a pena abordar novamente a questão das bitolas, desta vez em um post específico, exatamente por este tema gerar tantas atenções e comentários, além de se tratar de um item fundamental em uma futura integração nacional e continental das nossas ferrovias.

Poderia ser proposta uma reflexão a respeito dos prós e contras das duas bitolas dominantes no Brasil (1,60m e 1,00m), e ao mesmo tempo uma reflexão a respeito da bitola Internacional (1,435m) nos contextos presente e futuro das ferrovias brasileiras e sul-americanas, uma vez que a bitola Internacional já é uma realidade no Brasil (linhas 5 e 4 do Metrô paulistano) e faz parte de alguns projetos ferroviários ainda em estudos.

Tal proposta de reflexão poderia considerar, principalmente, as seguintes questões: viabilidades e conveniências técnicas atuais e futuras; prioridades imediatas; integração das malhas ferroviárias no Brasil e na América do Sul; limitações financeiras e indefinições políticas; perspectivas e projetos para o futuro das ferrovias no Brasil e na América do Sul.

Acredito ser um tema que pode gerar extensos e interessantes debates.

A sugestão está aí!

Santiago

São Paulo-SP

Uma (curta) ferrovia-chave para o mercado interno

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Nosso país tem dimensões continentais e faltam ferrovias para o transporte de cargas (de cargas ferroviárias, diga-se!)… Na frase que abre o parágrafo está apenas meia verdade, pois temos excelentes ferrovias no sistema mina-porto. O que falta é ferrovia de carga para o mercado interno.

Para não delongar, peguemos dois pontos estratégicos de ferrovia de carga no Brasil (os dois mais importantes pontos): Campinas, cidade do interior paulista, e a capital mineira, Belo Horizonte.

Temos, nestes pontos, a principal característica que se precisa para haver um grande centro ferroviário: são entroncamentos férreos estratégicos de direcionamento de linhas para todas as regiões do restante do país. E tudo isso reforçado ao fato de também se operar nestas localidades, com nossa bitola mista, as duas bitolas nacionais de carga.

O que falta é o mais importante: uma via férrea ligando esses dois pontos.

Então atentemos para alguns fatos: Havia o projeto da ligação em bitola larga entre Minas e São Paulo (a parte da chamada ferrovia do aço que não saiu do papel), e havia antes uma ferrovia (antiquada) em bitola métrica (erradicada no começo da década de 80).

Sem trilho nenhum ligando esses pontos, a situação atual é: os trens em bitola larga Minas/São Paulo fazem um passeio pelo estado do Rio de Janeiro. Os trens em bitola métrica Minas/São Paulo, deixam o sentido norte-sul e fazem um passeio lá pelas alturas do triângulo mineiro… Até quando?

Como pode, no nosso passado ferroviário, termos tido essa ligação em bitola métrica e intenção de fazê-la também em bitola larga e agora tudo amargar no mais completo silêncio?

A fronteira entre Minas e São Paulo é extensa demais, e só vamos achar ferrovia (bitola métrica sem interrupção) ligando esses estados, lá no extremo oeste.

No caso da bitola larga, simplesmente a carga adentra outro estado para seguir seu destino.

As concessionárias não vão se importar em fazer uma linha ligando o sul de Minas (bitola larga da MRS unindo-se à bitola métrica da FCA numa só plataforma) ao interior paulista (região de Campinas). Mas, caso seja feita esta linha pelos estados (governos estaduais, federal), certamente elas não vão querer ficar de fora, e arrendarão o sistema (para o bem de todos e felicidade geral da nação).

Peço à Revista Ferroviária (a você Gerson), que, por favor, inicie estudos sobre essa ligação. Obrigado.

Carlos Antônio Pinto

Blog aberto

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Caros leitores do Blog RF:

 

Até agora somente eu, Gerson Toller, Editor da RF, tenho inserido posts no blog. Alguns têm merecido comentários, há réplicas de outros leitores, etc. Mas se alguém quiser levantar um assunto e inserir um post novo, é só me enviar dizendo isto, com um título, e será postado com o maior prazer. O blog, afinal é de todos.